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Mostrando postagens com o rótulo Etnia

Etiópia declara Estado de Guerra contra Tigray

[Etiópia declara Estado de Guerra] Nesta quarta-feira (04/11), as forças etíopes foram enviadas para a região separatista de Tigray, logo após o país do Chifre Africano declarar Estado de Guerra. O início dos ataques ocorreram quando as forças rebeldes da Frente de Libertação do Povo de Tigray (FLPT), invadiu uma base militar das forças federais, no norte do país, roubando vários equipamentos militares. A região de Tigray, localizada no norte da Etiópia, e desde 1993, vem buscando se separar do país, assim como fizeram seus vizinhos eritreus, porém, sem sucesso. A região conta com vários arsenais militares instalados devido à guerra contra a Eritreia. O primeiro-ministro etíope Abiy Ahmed - vencedor do Nobel da Paz de 2019, referente ao conflito entre Etiópia e Eritreia (1998-2000), afirmou junto ao número dois do exército que faria uma ofensiva militar contra a região separatista. Em 9 de setembro, a FLPT, que também é um partido político regional, realizou eleições loca...

Marcha Verde - Ocupação marroquina no "Saara Ocidental" (1975)

  🇲🇦x🇪🇭 Em 16 de outubro de 1975, como ato de nacionalismo marroquino, o rei Hassan II, convoca os marroquinos a ocuparem o Saara Ocidental. No dia 6 de novembro de 1975, com o incentivo do rei Hassan II, mais de 350.000 voluntários marroquinos marcharam do norte do Reino do Marrocos rumo ao sul da região do Saara Ocidental. Esse momento ficou conhecido como a “Marcha Verde”, movimento cívico militar de ocupação das terras saarauís. A marcha ocorreu no final da colonização espanhola do Saara Ocidental; quando em 1955 a Espanha pretendia ingressar à ONU, e precisava entrar no plano de descolonização, e o Marrocos ganhou sua independência em 1956, reconhecida por França e Espanha. A “Marcha Verde” termina quando o Acordo Tripartite de Madrid, em 14 de novembro de 1975, que reconhece o Saara Ocidental como parte integrada do Marrocos e da Mauritânia deixando as tribos saarauís sob a dominação marroquina, e os mauritanos se retiraram do território ocupado em 1979....

Exército de Libertação Nacional de Karen (KNLA)

  O Exército de Libertação Nacional de Karen (KNLA) é o braço armado do Partido da União Nacional Karen (KNU). O grupo surgiu em 1949 e vem lutando por independência do Estado de Karen, no leste de Myanmar. Em 2015, o KNU participou da Assinatura do Cessar-fogo (NPA) em que os grupos armados passariam a controlar de fato suas respectivas áreas de atuação. O Tatmadaw, inimigo histórico do KNLA, invadiu a região de Karen e passou a instalar acampamentos no Estado de Karen. De acordo com o general da ONU, Baw Kyan Heh, acusou o Tatmadaw de violar o acordo de cessar-fogo. Em dezembro de 2020, o KNU e KNLA soltaram uma nota em que acusa o Tatmadaw de atacar aldeias e civis do Estado de Karen. O Tatmadaw acusa o KNU de explorar o ouro da região à serviço das mineradores chinesas e tailandesas. Com o Golpe de Estado, do dia 1 de fevereiro, o KNLU declarou apoio aos civis birmaneses que lutam contra a ditadura do Tatmadaw. O Tatmadaw passou a bombardear aldeias no Estado de Karen, fa...

Povos, Etnias e Culturas

  A ideia de um mundo globalizado em que os diferentes povos partilhassem da mesma cultura, com hábitos em comum como: a culinária; nas vestimentas; nos valores; no idioma, parecem não ter alcançados todos os povos, cada qual com mantendo seus costumes e tradições. Num mundo plural, desde o norte da África, passando pelo Oriente Médio, o mundo árabe de religião islâmica contrasta com os árabes judeus na Palestina, ou mesmo, da África Subsaariana tribal e colonial. A globalização esbarra nos costumes e práticas de uma sociedade tribal, milenar, que vem mantendo seu modo de vida de acordo com suas necessidades. Há embates no modo de vida dos povos da Oceania, das ilhas e mares e oceanos, nas Américas, na África ou Ásia, numa ânsia de mistura e preservação da cultura, misturado ao desejo imperialista e neocolonialista com seus produtos do mundo capitalista. A migração dos turcomanos na Ásia Central para a Anatólia, dos cristão armênios fugindo pelo Oriente Médio, passan...

Perseguição chinesa contra os povos Uighurs

  O povo uigure (Uighur) são muçulmanos de origem turcomana, praticam o islamismo e ocupam o noroeste chinês, na província de Xinjiang - independente no começo do século XX -, porém, tem mais ligações com os povos da Ásia Central. A região foi anexada à China em 1949. O Partido Comunista chinês incentivou a migração da etnia han, que em 2019, contava com 41% da população, contra 45% de uigures. Em Urumqi, capital da província, é de maioria han. O movimento de independência ocorreu após a queda da URSS, em que, países como Tadjiquistão, Quirguistão e o Cazaquistão se tornaram ex-repúblicas soviéticas. Os separatistas atacaram a população han, as tropas de ocupação chinesa e os serviços públicos. A população han ocupam os empregos públicos e boicotando a cultura uigure. A repressão chinesa começa a endurecer, contra os separatistas, e até mesmo, como todo o povo uigure. Cerca de 10 milhões de uigures estão sujeitos à perseguição do governo chinês. Nos anos 1980, a China...

Anglófonos x Francófonos - A luta por independência da Ambazônia no Camarões do Sul

  Anglófonos X Francofónos O Camarões foi colônia, em 1884, para um Estado independente, em 1961, o país passou por mãos alemãs, francesas e britânicas. Após a independência da República dos Camarões, no ano seguinte, a Organização das Nações Unidas promoveu um plebiscito na parte inglesa do país, que decidiram anexar a região ao Camarõres. “Crise Anglófona” Durante vários anos, foi negado o direito de autodeterminação aos anglófonos, por parte do governo centralizador, liderados por francófonos. Os anglófonos já vinham tentando a indepedência. O Conselho Nacional de Camarões do Sul (SCNC), fez várias tentativas de emancipação em 1999, e em 2006, declarou mais uma vez a independência da Ambazônia duramente repremidas pelas forças francófonas. Os protestos começaram de forma pacífica nas cidades de Bamenda, Buea e Limbe, no ano de 2016. As forças especiais do exército e Rapid Intervention Battalion - RRB) iniciaram operações na região anglófona para abafar as manifestaçõe...

Anti-Balaka X Sélékas - Conflito étnico religioso na República Centro-Africana

Em 2013, a milícia muçulmana Séléka, deram um golpe contra François Bozizé e que suscitou a ascensão ao poder de Michel Djotodia. Com esse fato, surge a milícia cristã e animistas anti-Balaka — partidários ligados ao ex-presidente François Bozizé -, lançando diversas ofensivas contra os séléka e a população muçulmana. O Tribunal Penal Internacional, TPI, 2014 levou ao julgamento vários líderes dos dois grupos por envolvimento em crimes de guerra contra a humanidade. Os delitos do Anti-Balaka incluem: assassinatos de civis, pilhagem, recrutamento de crianças soldados, deportação forçada e estupro. Os delitos dos Sélékas: assassinato, mutilação, tortura, ataques intencionais a civis e aos envolvidos com assistência humanitária. Cerca de 15% da população era muçulmana, 25% católica, 25% protestante e 35% seguidora de crenças locais. Há mais de 18 milícias rebeldes no território da RCA, num país cheio de florestas. A responsabilidade da segurança do país é da MINUSCA (2014) que...

Mianmar - Soldados confessam limpeza étnica contra o povo Rohingya

    Recentemente, no dia 13 de setembro de 2020, o jornal New York Time divulgou uma notícia em que soldados miamenses confessaram que cometeram atos de violência contra a população Rohingya. Os soldados disseram que cometeram massacres contra a minoria étnica Rohingya, além de espancamentos, queimadas de casas, destruição de lavouras, estupros e expulsam da população dos vilarejos. Assolado pelo medo e violência, o povo Rohingya, expulsos de suas terras, tiveram de fugir do país. O genocídio teve caráter político empresarial e religioso. As execuções em massa começaram em agosto de 2017, quando o Exército invadiu vilarejos e cometeram crimes de guerra. O mundo ocidental e oriental pouco falaram dessa tragédia. Mais de 700 mil Rohingyas tiveram de fugir de Mianmar, país esse que os não reconhecia. Milhares de Rohingya fugiram para Bangladesh, onde se encontra o maior campo de refugiado em Cox's Bazar. O número de Rohingya que chegam à Indonésia aumenta todos os dias,...