Pular para o conteúdo principal

Turquia comete crime de guerra contra curdos na Síria

 


De acordo com um relatório do Le Monde publicado no dia 15 de setembro cita abusos autoritários e crimes de guerras cometidos por soldados turcos contra a população de origem curda no norte da Síria.

Em 20 de janeiro de 2018, o exército turco invadiu o norte sírio e expulsaram os curdos da SDF e civis, numa operação chamada Ramos de Oliveira. Desde então, os crimes de guerra contra civis curdos e combatentes da SDF aumentaram.

As forças de ocupação turca foram dar suporte aos rebeldes sírios (SNA) e agora, Ankara controla o noroeste e norte sírio. Em 2019, o plano de criar uma zona de segurança na região de Hasaka, acirrou mais as tensões entre sírios, turcos e curdos.

A Agência de notícias SANA também publicou alguns artigos referentes aos crimes de guerra praticados por soldados turcos nas vilas, aldeias e prisões. Há relatos de estupros em séries.

A aliança turca em Idlib com a Hayat Tahrir al-Sham (HTS), conhecida como afiliada da Al-Qaeda, estão islamizando o norte sírio e deixando a população local dividida.

Contrariando os direitos internacionais, os turcos boicotaram a distribuição de água em Hasaka, deixando a população da província de Hasaka, configurado como crime dos direitos humanos.

Na foto, há presença dos principais atores políticos em guerra na Síria, deixando Damasco sem soberania em seu território. Eu não especifiquei o Hezbollah, aliado do regime sírio, pois, fugiria do tema.

Lembrando que os curdos tiveram papel importante na luta contra o Daesh. Os curdos tomam conta de campos de refugiados e prisões de membros do Daesh.

Na invasão turca na síria fizeram que os curdos abandonassem as prisões - e foram lutar contra a invasão turca -, com isso, vários militantes do DAESH fugiram.

A OTAN com os Estados Unidos e Turquia fazem jogo ambíguo. Sim. A Rússia está de todos os lados na guerra da Síria, eu ainda tento entender essa dinâmica.

 

19 de setembro de 2020

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Nicholas J. Spykman e a Teoria do Rimland

  A Teoria do Rimland (Spykman) O Nicholas J. Spykman (1883-1943) nasceu na Holanda e foi radicado nos Estados Unidos. Spykman foi um importante geoestrategista da política externa estadunidense. Influenciado pela escola britânica, sobretudo à Teoria do Heartland, de Mackinder, desenvolveu a Teoria do Rimland – entorno da terra -, também intitulada de “Estratégia de Contenção”. O Spykman via os conflitos internacionais como algo permanente, marcando a visão de mundo da Guerra Fria. No cenário internacional, a visão de paz era condicionada à necessidade de tensão política, garantindo um “equilíbrio” e uma “estabilidade”. O “equilíbrio” e a “estabilidade” no espaço foram denominados de Rimland. Ou seja, a periferia do Heartland. Essa teoria do Spykman contradizia ao pensamento de Mackinder que afirmava que quem tem o domínio do pivô do mundo “a ilha mundial”, dominaria o mundo; e para o Spykman, “ao dominar o rimland, controlaria o mundo”. O rimland seria o espaço aonde...

Guerra do Vietnã (1955-1975)

A Guerra do Vietnã ( 1955-1973 ) aconteceu entre o Vietnã do Norte (Comunista) e o Vietnã do Sul (capitalista). Os aliados do Vietnã do Norte eram a antiga União Soviética e a China. O Vietnã do Sul tinha os Estados Unidos como seu principal aliado. Os norte-americanos entraram na guerra diretamente em 1968. Os vietcong (comunistas) usavam táticas de guerrilha. Eram agricultores, em sua maioria. Os Estados Unidos temiam o avanço dos vietcongs à Saigon. Os norte-americanos usaram napalm - ou agente laranja, arma química - que derrubavam as folhas das árvores, e acabavam queimando os civis. Mais de 58 mil soldados norte-americanos foram mortos, além de forças aliadas. Há uma estimativa de mais de um milhão de vietnamitas mortos. Vários civis foram mortos, por bombardeio aéreo e a sangue frio. As forças estadunidenses, com suas armas M16, não foram o suficiente para lutar na densa florestas do Vietnã contra os guerrilheiros vietcongs. Escondidos em túneis, e fazendo emboscadas, os vie...

IRA - Exército Republicano Irlandês (1919-2005)

O Irish Republican Army, em inglês, é o Exército Republicano Irlandês, mas conhecido como IRA que, foi um grupo paramilitar católico - fundado por Michel Collins - criado em 1919 e tinha o objetivo de separar a Irlanda do Norte - de possessão britânica desde 1921 - e anexar à República da Irlanda. O IRA (Irlanda) virou inimigo do Sinn Fein (Irlanda do Norte), passou a atuar com características de terrorismo. Com apoios dos grupos, a Irlanda (Eire), consegue a independência contra os britânicos. A Irlanda do Norte (Uslter) era de maioria cristã protestante e os irlandeses católicos se viam subjulgados pela dominação do Uslter e por isso lutavam por melhores condições de vida. O Partido Unionista passou a convocar voluntários contra o IRA, liderado por Ian Paisley, e a Força dos Voluntários Ulster, também praticavam atos terroristas. Em 1972, ocorreu o Domingo Sangrento (Blood Sunday), e cerca de 13 jovens foram assassinados e 14 foram feridos pelas forças inglesas. Esse epis...