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Árabes são maioria nas forças democráticas sírias

As Forças Democráticas Sírias é um grupo paramilitar composto por árabes, curdos e outras etnias e portanto, um grupo multietnico.

A SDF surgiu em 2015 da junção de milícias curdas (YPJ, YPG e PKK) e de árabes que tinham o objetivo de barrar e eliminar o avanço do Estado Islâmico na Síria.

A pesquisadora da East Initiation of Harvard University, Amy Holmes, foi até a região do nordeste sírio coletar dados e entrevistou alguns membros da SDF de 2016 a 2019.

A pesquisa resultou no levantamentos de dados étnicos religiosos dos membros da SDF que são compostos por:

Árabes 68,7%
Curdos 17,2%
Cristãos 12,5%
Yazidis 0.9%
Turcomenos 0.6%

A mídia em geral costuma tratar a questão da SDF como um grupo rebelde separatista curdo que age no nordeste sírio, controlando sete províncias do país (região rica em petróleo).

A administração do grupo é chamado de Self Administration of North and East Syria (SANES).

Com o pretexto de impedir a expansão e autodeterminação dos povos curdos, Ancara e Damasco acusa a SDF de inflar o separatismo na região.

A SDF junto as unidades femininas tiveram êxito na vitória contra o Estado Islâmico.

Com a participação da Coalizão Internacional liderada pelos EUA, a SDF conseguiu eliminar o território ocupado pelo ISIS, em março de 2019.

A derrota do ISIS não é o fim do grupo já que, células adormecidas continuam agindo na Síria.

Essa aliança estratégica com os EUA faz da SDF um agente de desconfiança no Oriente Médio.

A presença de força militar feminina parece incomodar o patriarcado de Ancara e Damasco.

As batalhas travadas no campo de batalha contra o ISIS e agora por Ancara, ascendeu da invasão turca em Afrin (Ramos de Oliveiras, 2017) e a criação da Zona de Segurança (2019), após o anúncio do Trump da saída de tropas estadunidenses na região, reacendeu o conflito entre SDF e Turquia.

O inimigo da SDF é Ancara e nas suas fileiras continua compostas por maiorias árabes.

Um grupo que surgiu para combater o ISIS agora luta para sobreviver, pois, ficaram de fora dos acordos internacionais sobre a questão da guerra civil síria.

9 de fevereiro
 

 

 

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